• Redação Skyenergy

MOOV´IN

Atualizado: 22 de mai. de 2021

Paris by Renault.


A Renault, empresa francesa está decidida a passar de fabricante de carros a um provedor de soluções de transporte e mobilidade. Os principais novidades da marca, que comemorou seu 120 anos no salão de Paris, já demonstram isso. Com protótipos de veículos compartilhados sem a necessidade de motorista. Os franceses prometem que essa inovação já estará em funcionamento em 2022 e confirmam que já foram procurados por cidades brasileiras interessadas neste serviço.


"Temos uma meta de eletrificação de todos os produtos até 2020 na Europa. Há um apelo em todo o mundo. Tenho recebido muitos prefeitos, inclusive do Brasil; cada vez mais interessados em soluções limpas de mobilidade. Queremos ser provedores de soluções", diz Thierry Bolloré, chefe de operações do grupo Renault.

Segundo Bolloré, haverá um primeiro estágio, com a ampliação tanto de ofertas de transporte compartilhado, seguido por aumento na oferta de veículos elétricos. A Renault investirá no Moov´in Paris by Renault em substituição ao antigo Autolib; empresa de compartilhamento de veículos elétricos. Esse novo programa funcionará com um App - aplicativo móvel, que destrava e liga o veículo elétrico para sua utilização. Com previsão de 200 unidades do compacto elétrico Zoe funcionando até o final do ano.


"É claro que será preciso um mínimo de infraestrutura, mas, uma vez que outras cidades vejam essas soluções em funcionamento, começarão a aderir", diz Bolloré ao explicar o que chama de primeiro estágio da estratégia do grupo.

Em 2022, em um segundo estágio, entrariam os veículos autônomos, em pequenas áreas, crescendo a partir daí para prefeituras e empresas de transporte que usariam o sistema em grande escalas. Esses seriam os grandes clientes.



Segundo o executivo, para o Brasil, a Renault já testa o Zoe em nossas ruas há alguns anos, e acaba de anunciar na feira de Paris planos de fabricar o Kwid elétrico. Este que é o modelo mais popular da marca fabricada no Brasil, e é claro, ainda movido a combustão, se tornaria o modelo 100% elétrico mais cotado a ser produzido pela Renault do Brasil.


"O potencial é alto para países como o Brasil. Com todos os problemas e desafios do trânsito carregado de grandes cidades, há muita necessidade de melhores soluções de mobilidade urbana", diz Bolloré.

Para a Renault, o compartilhamento seria fundamental para reduzir o peso do custo e atrair "novos" clientes como empresas e até mesmo prefeituras; e não somente o consumidor pessoa física que seria apenas um usuário. Quando se aumenta a escala de produção, se reduz o preço e mesmo assim é possível agregar mais tecnologia. Muitas vezes um consumidor não tem condições de comprar um veículo com tanta tecnologia mais é atraído a usar o sistema de compartilhamento que possibilita experimentá-lo.



Na China, as vendas decolam como em nenhum outro lugar do mundo por conta de fortes medidas de incentivos, enquanto no Brasil, a Rota 2030 se demonstrou ainda tímida em relação a eletrificação. Para Bolloré, isenções fiscais são importantes mas não essenciais.


"Se atendermos as reais necessidades do consumidor, nós vamos vender. Incentivos são muito importantes para decolar as vendas. Sempre que um governo reduz impostos e implanta incentivos, as vendas sobem. Mas ao mesmo tempo, nossa experiência na Renault mostra que nós podemos fazer... sem isso. Estamos fazendo dinheiro com carros elétricos e estamos fazendo com lucro", diz Thierry Bolloré.

Thierry Bolloré reconhece que será preciso uma maior participação do governo para sanar os desafios da infraestrutura, em especial, na ampliação das redes de estações de recarga. Um veículo elétrico necessita recarregar suas baterias e sua autonomia e redes de recarga são hoje seu maior desafios. É preciso reduzir essa ansiedade do cliente. As redes de recarga têm crescido, mas é preciso mais. As autoridades precisam buscar resolver isso.


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